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Early Access Review
Adiei este momento à espera do seu lançamento, tendo em vista ainda estar em early access. Entretanto, passou-se meia década e, diferentemente de alguns outros títulos de sobrevivência que surgiram em mesmo tempo, como Rust e The Forest por exemplo, Stranded Deep ficou em muito para trás no quesito atualizações e conteúdo (embora de modo algum abandonado) e, até então, não apresenta sinais de deixar o acesso antecipado tão cedo. E considerando sua disponibilização gratuita na plataforma vizinha (no dia da análise, ao menos), nada mais justo que julga-lo perante oque disponibiliza e futuramente reanalisá-lo se necessário (e espero que seja) for.

Resumo do Resumo

Stranded Deep não é o tipo de game com história, padrão quase que inescapável da maioria dos jogos de sobrevivência. Apenas uma introdução auto-explicativa e esta feito: "parabéns, você é um naufrago!". Sinceramente, isso nem de longe incomoda. Entretanto, enquanto outros jogos se sustentam em sub-dificuldades (Rust em ser roubado por trombadinhas, Don't Starve sobreviver as estações, Counter Strike suportar a comunidade tóxica) Stranded Deep se prende unilateralmente a um único objetivo: Sobreviva. E isso a curto e médio prazo tende a se tornar extremamente enjoativo caso o jogador por si só não crie seus próprios objetivos.

Sistema de Progressão

Na falta de uma história a qual prenda o jogador e o mantenha entretido, jogos de sobrevivência tendem a compensa-los com outro agrado: um bom e confortante sistema de progressão. Entretando Stranded Deep não segue seus companheiros, pelo contrario, quase não há progressão. Deixe-me exemplificar: Você, logo após um terrível acidente aéreo cai em um arquipélago considerável e sua tarefa é sobreviver com oque há de encontrar. pois bem, usufrui dos itens que lhes são dados e assim faz sua primeira ferramenta, uma ponta de pedra, ótimo, agora você já pode coletar cerca de 80% de todos os itens do jogo, com exceção de peles e roxas. Agora, então, utilizando essa mesma ponta de pedra é possível fazer três objetos distintos: facas, para coleta de peles e alimento; picaretas, para coleta de pedra e argila; e machados, para coleta de madeira - esse último por sua vez possuindo uma versão melhorada. Porém, a partir dai, todo o jogo seguirá de mesmo modo; não há mais ao que avançar, é extremamente frustrante se ver após algumas horas de jogatina em mesmo estado do qual havia começado. Seguindo assim também com as construções: um único método de coleta de água, diversidade falha de jangadas uma vez que o material em nada interfira, assim também com o abrigo. Enfim, em cerca de 2 a 4 horas é possível explorar basicamente tudo oque há para se construir.


game design questionável

As atualizações recentes trouxeram duas principais novidades quanto a navegação: o "helicóptero" agora só poderia ser feito a partir do encontrar de uma peça específica em dado momento (assim impossibilitando de faze-lo logo de cara), e a colocação de estruturas para armazenamento de baus em seu navio (oque é simplesmente ótimo). Então agora, ao invés das idas e vindas transportando itens de um lado a outro, você pode simplesmente fazer um "navio cargueiro" e transporta-los em ida única. Oque abre margem pra duas questões: Primeiro, qual a utilidade de um helicóptero "end game" uma vez que seus armazenamento será reduzido à apenas os slots de seu personagem, lhe expondo ao sol (coisa que na jangada pode-se ser evitado) e necessitando idas e vindas (aumentando o gasto de combustível e, consequentemente, recursos) além de tempo. e também um pequeno problema bobinho que você possivelmente verá em demais análises: seu barco, invejoso que só, percebendo sua traição e troca de caricias com o helicóptero decidi SUMIR. Independentemente de âncora, ele pode estar simplesmente no meio de sua ilha, cansado da escravidão de um dono ingrato ele desaparece.

Adentrando nas Profundezas dos Bugs

Não vou me atentar a Bugs de menor valia (ao menos para mim) como erros de textura, sombras, sons e coisas do tipo, pelo justo fato de se tratar de uma empresa indie (embora, definitivamente, não os torne menos incomodativos) e (principalmente) pelo seu ainda estado em Early Acess, dito isto, continuemos.

Recursos ou itens que são jogados de maneira aleatória no mapa, possuem grande chance de acabarem por cruzarem com o cenário, o que em alguns momentos, em casos leves, apenas o levam a levantar voo (como árvores e arbustos, por exemplo) ou, no que incomoda de fato e é mais recorrente, a impossibilidade total de sua aquisição. Então, não raras serão as vezes que você se verá perdendo pedras, argila, baus e outros para rochas e matagais que decidam cobri-los.

Paralisia, sim eu sei, pode ser apenas uma tentativa não explicada de ser inclusivo e estou a juga-los mal, mas realmente é um pouco incomodo estar a dez pés abaixo do nível do mar coletando recursos em navios afundados e perceber que meu personagem decidiu simplesmente se travar na porta impossibilitado de locomover-se. Seria uma lástima que você tenha decidido jogar no modo "Morte Permanente" nesse caso (embora acredite que seja possível retornar o save).

Objetos voadores não identificados. Antes que comece a dissertar sobre, preciso ponderar que é um problema que enfrentei há cerca de três anos, então pode haver a possibilidade (e assim espero) de já correção uma vez que nas últimas horas não tenha vindo a ocorrer (oque levanta a questão se de fato fora corrigido ou se trata apenas de conveniência), logo, não o julgue de modo algum por esse Bug em específico.

Bem, Sranded Deep possui um sistema de coleta extremamente interessante em que você, diferentemente de jogos como Don't Starve, Rust, Hurtworld, Raft e outros, joga-os no chão (embora ainda haja a possibilidade de guarda-los em baus). Pode parecer algo bobo, mas é extremamente agradável ver uma dezena de arvores cortadas e meticulosamente posicionadas aonde você quisera (espero não ser crime dizer isso em tempos atuais). Entretanto, caso você assim os deixe e se direcione a uma ilha distante da sua atual, ela deixará de ser carregada por questões de desempenho. Ao seu retorno, os itens dos quais outrora haviam sido delicadamente posicionados com todo amor e zelo possuem uma possibilidade de voar em uma explosão coordenada para todos os lados, é realmente lindo, mas não é algo do qual você gostaria de ver com seus próprios olhos.

Tradução para Português Brasileiro

Calma, antes de ranger os dentes e se preparar pro bote peço-lhes um minuto de seu tempo. Nem de longe me incomodo quanto ao fato do não haver do nosso querido Tupiniquim, "mas então por quê raios a enfatização de sua falta?" bem, porque eles já o tem traduzido em outras plataformas. Não é como se estivesse cobrando um serviço adicional, e sim por algo que já foi feito e possivelmente esquecido, demonstrando uma possível falta de logística (caso, de fato, não hajam motivos de força maior do qual um mero mortal ainda não saiba para o não colocar do nosso idioma no PC).

Conclusões Finais


O que fica é a tentativa de um passo maior que a perna; uma tentativa frustrada do haver de bons gráficos, e uma ínfima quantidade de conteúdo, não conseguindo sequer manter um ritmo considerável de atualizações e adicionais.

É complicado negativa-lo porque de fato gosto do jogo, mas me parece ainda uma versão extremamente crua de algo maior e, tendo em vista o tempo levado até então, possivelmente beire a década para estar concluído. Espero, novamente, futuramente voltar e recomenda-lo, mas não acho que seja o momento, ao menos não com as demais opções de sobrevivência por preço equivalente no mercado.

Nota: 5/10
Posted December 29, 2020. Last edited October 14, 2021.
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