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Posted: Aug 14, 2018 @ 11:39am
Updated: May 27, 2019 @ 11:41am
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A trilogia clássica de The Bard's Tale (1985-91) está de volta. Em 2004, a inXile Entertainment nos trouxe um spin-off da série de mesmo nome que foi bem recebido, mas não foi um grande retorno na época pois já usava cenários 3D e isso afastou boa parte do público original. A empresa que já concluiu outros dois financiamentos coletivos no Kickstarter com sucesso (Wasteland 2 e Tides of Numenera), embarcou nesta terceira tentativa com The Bard's Tale IV: Barrow Deeps que será uma verdadeiro retorno às raízes. Para dar a continuidade adequada era necessário apresentar os três jogos anteriores para o público mais novo e nada melhor do que um remaster adaptado para as necessidades dos jogadores atuais.

Lembrando também que agora está disponível apenas o primeiro jogo Tales of the Unknown: The Bard's Tale, e até o final do ano teremos os outros dois culminando com o lançamento do quarto título. Jogar de novo foi uma viagem no tempo para mim, uma época que outros sucessos como as séries Ultima, Wizardry e Eye of the Beholder já estavam estabelecidos, a sensação foi a mesma de quando coloquei as mãos em Legend of Grimrock. Acredito inclusive que Grimrock tenha um papel importante nessa renascença do gênero dungeoncrawler e o retorno desta série aclamada. Precisamos considerar também que é um jogo datado, o sucesso na época foi a novidade de ser ter um Bardo (alguém que solta feitiços através de notas musicais). A classe de RPG foi inventada na revista Strategic Review em 1975 junto com o Ranger e o Ilusionista, mas como nunca havia sido adaptada para o entretenimento eletrônico foi um sucesso certeiro.

Nesta versão, toda a interface foi adaptada para ser funcional com cliques do mouse (ou você pode usar os atalhos clássicos no teclado), os mapas em primeira pessoa são uma combinação de 3D com imagens restauradas do original, artes originais feitas pelo criador Michael Cranford e tudo compatível com monitores e resoluções modernas. Agora o jogo faz o mapeamento automático da sua jornada, o gerenciamento do equipamento ficou muito mais prático e até o final do ano teremos um modo Legado em que os jogadores da velha guarda poderão experimentar o jogo com a jogabilidade original.

Prós:
- O jogo está com uma paleta de cores muito bem adaptada
- Você pode usar o mesmo grupo em todos os três jogos (conforme eles forem sendo lançados)
- É possível criar personagens de ambos os gêneros.
- O sistema de magias é o mesmo das versões de DOS, Amiga e Mac (lista clicável).
- A interface está muito mais completa que a original.

Contras:
- O jogo é inevitavelmente datado.
- Bard's Tales da o sentido real a expressão "encontro aleatório", visto que você pode encontrar todo tipo de criatura em qualquer lugar do jogo.
- Algumas das músicas embora sejam clássicas nos ouvidos dos mais velhos podem irritar os mais novos.
- A jogabilidade repetitiva e o grind intrínseco do gênero é o que estende a experiência para 30 horas de jogo.

Conclusão:
The Bard's Tale é um dos "1001 Jogos que Você Precisa Jogar Antes de Morrer", mas ao mesmo tempo eu sei que muitos desta geração não vão entender porque este jogo fez sucesso. Minha recomendação fica para os dispostos a experimentar uma versão mais moderna deste clássico, os amantes do dungeon crawl e para os curiosos que gostariam de conhecer parte da história dos games.

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